segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

- os amantes .





O labirinto das vestes acabadas priva de enxergar o que está por detrás da seda do teu corpo.O espinho da seda seduz até os mais sóbrios,aqueles que estão acima dos deuses,da ética,dos bons comportamentos.O espinho da seda seduz o olhar perdido,o olhar morto,o olhar vivo,perturbador.As tuas formas agarram os corações que morrem ao provar da tua pele.Eles continuam partindo apaixonados,escondidos na clausura de suas dores.O espinho da seda prega peças no destino,seja ele inventado ou fisgado como um encontro marcado.O encontro marcado do pudor amante,do engano das mãos,do tremor da pele.É a frenética busca da mentira que sente a felicidade instantânea remover do corpo a culpa.A culpa do beijo e do toque mais profundo.O espinho da seda destrói tudo como um vendaval.Com o tempo,a idéia de felicidade é enterrada,e lá se vão os corpos vivos,enterrados juntos.Decompõe-se o coração e não as suas vidas.

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